Edição #18/2008

Grunge:

Vinte anos depois

O que os Neogrunges tem de grunge?

Mamãe, quero ser grunge!

Ringue Clipestesia: Pitty

Kurt Cobain não morreu

 

 

 

 

 

 

 

Os músicos com camisas de flanela formaram uma das grandes marcas musicais dos anos 90. Com o fim ou declínio das principais bandas, entretanto, o estilo começou a universalizar-se e perdeu grande parte das características que o diferenciavam dos demais tipos de rock. Como hoje a palavra “grunge” está em todos os dicionários de música, CLIPESTESIA pergunta: o que sobrou dessa época?

 

Por Patrícia Angélica (paty@clipestesia.com.br)

Colaboração de Rodrigo Galhano Tourinho Reis

 

NEM SÓ DE SEATTLE VIVE O GRUNGE

 

O Grunge começou há vinte anos na região de Seattle, nos Estados Unidos. Na verdade não começou somente nesta cidade, tendo ao mesmo tempo algumas bandas começado em cidades vizinhas, como Portland e Olympia. No entanto, como as bandas de Seattle acabaram sendo os maiores expoentes do gênero, a cidade acabou levando a fama como a cidade natal do Grunge.

Hoje em dia o Grunge é um movimento em franca decadência, ao menos no aspecto comercial. Nos últimos anos não surgiu nenhuma nova banda do gênero que fizesse um sucesso ao menos parecido com o conquistado pelas bandas pioneiras do estilo como Nirvana, Stone Temple Pilots, Pearl Jam, Alice in Chains e Mudhoney.

Embora estas três últimas ainda estejam em atividade, gravando músicas novas e tocando pelo mundo todo (incluindo shows no Brasil do Pearl Jam em 2005 e do Mudhoney em 2008) o sucesso já não é mais igual ao da primeira metade da década de 90.

No início da década passada, depois do sucesso do disco Nevermind do Nirvana, que vendeu mais de 20 milhões de unidades, as grandes gravadoras iam correndo atrás de qualquer banda que tivesse “cheirinho” de grunge (sem duplo sentido, por favor). Depois do sucesso do Nirvana qualquer banda que se encaixe no rótulo fazia sucesso.

Prova disso foi o enorme aumento de vendas do álbum de estréia do Pearl Jam, Ten, que foi lançado um mês antes de Nevermind, mas que só depois do estouro de vendas deste que Ten começou realmente a fazer sucesso.

Alguns estudiosos da música popular apontam o começo do declínio do grunge após a morte de Kurt Kobain , em 1994. Depois desse fato, nenhuma outra grande banda despontou, não ao menos comercialmente. O que aconteceu foi o surgimento de bandas com grandes influências do Grunge, como Silverchair, Creed, Weezer, Bush, Radiohead, The Vines e Foo Fighters (banda do ex-baterista do Nirvana, Dave Ghrol).

Algumas dessas bandas, como Creed e Silverchair, são consideradas pelos fãs mais conservadores do Grunge como bandas “vendidas”, dada sua aproximação de um formato mais comercial que atinge um público mais geral e menos focado no nicho Grunge.

 

O QUE VEIO DEPOIS? OS “NEOGRUNGE”

 

Veja bem, essa denominação não existe “oficialmente”, mas iremos utilizá-la aqui para fins de que se possa entender melhor do que estamos falando.

“Neogrunge” são as bandas que surgiram a partir das ditas “bandas de Seatlle”, criadoras do estilo. Por isso, algumas das bandas são quase contemporâneas, outras são datadas para depois da morte de Kurt.

Os “influenciados” nem sempre são exatamente ligados ao movimento. Às vezes é até difícil uma identificação visual dos integrantes. Eles têm sido mais “limpinhos e arrumadinhos” que seus precursores.

O “neogrunge” conseguiu quase que um sucesso semelhante ao de seus ancestrais, com a diferença de que conseguiam atingir um público mais generalizado, saindo do gueto grunge.

Quer conferir o que os videoclipes do neogrunge têm de grunge? Dá uma chegada na próxima matéria desta edição!

 

UM PASSADO GLORIOSO, UM PRESENTE INCIPIENTE E UM FUTURO INCERTO

 

Por isso, de meados da década de 90, ao início do século XXI, vemos bandas que se inspiram, têm algo de remanescente, mas que pouco realmente têm em comum com o grunge dos primórdios. Já estamos no final dessa primeira década do novo século e parece que o grunge realmente morreu. Quem quer algo dele, tem de recorrer aos álbuns antigos.

Houve uma tentativa feminina no cenário grunge no início dos anos 2000, mas ela durou pouco e não há como afirmar até onde ela foi válida ou não. Temos outra matéria nessa edição para tratar dessa mocinha que queria muito ser grunge.

Mas por tudo isso dá para perceber que o futuro do grunge é incerto, para não dizer que ele existe, dada a produção (ou seria não-produção) dentro do estilo nos últimos anos.

 

CINCO VIDEOCLIPES PARA ENTENDER O GRUNGE

In Bloom – Nirvana

Jeremy – Pearl Jam

Would – Alice in Chains

Sex Type Thing – Stone Temple Pilots

Here Comes Sickness – Mudhoney

 

A GRANDE MENÇÃO HONROSA DO GRUNGE:

Smells Like Teen Spirit – Nirvana

 

 

CINCO VIDEOCLIPES PARA ENTENDER O NEOGRUNGE

Ana’s Song (OpenFire) – Silverchair

Generator – Foo Fighters

My Sacrifice – Creed

Porky And Beans – Weezer

No Surprises – Radiohead

 

 

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