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É trailer ou é videoclipe? Cinema, música e até literatura unidos na mesma linguagem

6 agosto 2010 492 views 1 Comentario

Tudo bem, pode ser forçado dizer que trailer e videoclipe são a mesma linguagem, mas que tem as suas semelhanças, ah, se têm!

Thamiris Tavares (thamiris@clipestesia.com.br)

Os dois nasceram com mesmo objetivo – divulgação -, o trailer para divulgar um filme, e o videoclipe para divulgar uma música. E como os dois também envolvem as mesmas técnicas, não demorou para um exercer uma influência grande no outro.

Os trailers de filme não são novidade, já existiam antes do videoclipe como o conhecemos, e fazem uma apresentação do filme para o público ter vontade de assisti-lo. Geralmente, o protagonista é apresentado, assim como o enredo e quando o filme terá sua estréia.

Com a popularização do videoclipe na televisão, a música passou a ser parte importante do trailer, que é feito a partir de cortes grandes do filme. A música, então, passou a ser o elo entre essas partes, dando continuidade ao trailer. Às vezes, a música é tão importante num filme (e, inicialmente para o público, no seu trailer) que ela se torna quase um personagem.

Outra influência da linguagem de videoclipe nos trailers são os cortes cada vez mais rápidos, dando uma dinâmica muito maior a trailers de filme de ação, por exemplo. Da mesma forma que filmes de ação influenciam os videoclipes. Compare o clipe de Misery, do Maroon 5, com o trailer do filme “Salt”:

Mas a grande característica do cinema no videoclipe é o enredo. Um dos primeiros clipes de música em que a imagem segue o que acontece na música foi Billie Jean, de Micheal Jackson.

Quando a música faz parte da trilha sonora de um filme, então, fica parecendo que clipe e trailer são a mesma coisa:

A novidade no meio é o trailer de livro, que ainda é bastante experimental. É claro que cada um faz o que quer, mas a ideia é a mesma, aproveitar os meios de comunicação para divulgar, nesse caso, a literatura se aventurando na linguagem cinematográfica para aproveitar o sucesso da internet e se promover. A pergunta é se o novo formato (que já tem até premiação) não acaba com parte da graça de se ler um livro. Afinal, não é à toa que adaptações de livros para o cinema geralmente não agradam muitos os fãs… Veja o trailer de “O único final feliz para uma história de amor é um acidente”, de João Paulo Cuenca e dê a sua opinião.

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1 Comentário »

  • Ju Turano disse:

    Muito legal o trailer do livro. Deve funcionar bem só o aúdio em rádios para fazer divulgação.

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