A Moda dos Coloridos
Inspirado no Prêmio Multishow que aconteceu na última terça-feira, o Moda-Clipe resolveu investigar o sucesso que está por trás do movimento dos “coloridos”, que garantiu as suas bandas representantes vários prêmios na noite.
Marina Espogeiro (marinaespogeiro@gmail.com) e Priscila Ramos (priscila_pfr@yahoo.com.br)
O Clipestesia já explicou a origem do “Happy Rock”, que surge de bandas internacionais como a Cobra Starship, All Time Low, Forever the Sickest Kids. No Brasil, a primeira banda a aderir essa nova estética é a Cine, mas foi a seguidora Restart que nomeou o momento do pop-rock nacional: Happy Rock. É uma ruptura com os seus antecessores “emos”, pois as novas letras são alegres, engajamento com nada a não ser a pura e simples diversão, refletindo na forma como se vestem.

A partir dessas fotos, dá para perceber que este novo momento do rock nacional baseia seus figurinos no excesso de cor. O visual triste e depressivo dos emos cede espaço às cores alegres e irreverentes entre os jovens, que não se acanham ao excesso colorido. Contudo, não existe nenhuma grande novidade para a moda, representa um resgate de algumas tendências da década de 80 (roupas super coloridas, polainas e abuso no brilho), aliadas a peças novas, mais características da década atual.
Para seguir esta tendência é preciso misturar três ou mais dos seguintes elementos: Calças compridas apertadas verde-limão, roxo, vermelha ou laranja; camisetas apertadas com a gola em V bastante acentuada; óculos de aros grandes e de cores fortes; tênis Nike Sb 6.0 de cano alto (de preferência um pé de cada cor); acessórios à vontade.
Se quiserem aderir, as cores que virão com tudo no verão são: cores quentes, como laranja, vermelho e tons terrosos. As roupas e acessórios podem ser encontrados em lojas na Internet, em lojas da Galeria do Rock ou, até mesmo, em lojas como Ellus e Cavalera. Fica a dica de um clipe que ilustra os coloridos.
Uma coisa é importante ressaltar: por mais que seja um movimento transgressor, que rompe barreiras e preceitos, não é a primeira vez que a fuga através da cor é usada no vestuário de movimentos juvenis. Já vimos isso com os hippies, a Tropicália, as escolhas dos japoneses, de uma forma geral. O que interessa é: como o Happy Rock fará para se manter um criador de tendências? Analisar a sua longevidade implica em perceber que a moda colorida é praticada e consumida por jovens, que irão crescer e se interessar por outros campos. Portanto, o movimento colorido tem um futuro incerto, está preso a frivolidade do momento.





Pra mim realmente soa como “ação-reação”. Lembra dos estilos da Literatura, que variavam entre “razão-emoção”? Então. Depois de uma moda dark, representada principalmente pelos emos, veio o contraponto e uma reação bastante colorida diante da “tristeza”. Acho que o fogo deste momento uma hora passa, mas é bacana lembrar que os homens também tem um universo de possibilidades na moda. Cores não são privilégio das mulheres.
Beijos!
Ta aí, bom ponto de vista, Carol! Gostei e concordo
Eu penso da mesma forma que a Carol, que fez o 1º comentário =)
Minha irmã é discípula do Happy Rock. Esse post é a cara dela!
Parabéns Priscila e Marina!!!
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