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Ai, que nojo! Os clipes fofos aderem à “estética Marilyn Manson”

18 junho 2010 1.273 views 1 Comentario

Bichos, sujeira, distorções, xixi, cocô… Frequentemente, os videoclipes abusam de temas que causem sensação de repúdio através do escatológico, as aberrações, o nojento… E olha que tem gente considerada bem fofinha mudando sua imagem através dessa estética, em um movimento claramente inspirado por astros como Marilyn Manson e Progidy. Prepare o estômago, o coração e confira!

Marcelo Mendonça (marcelo@clipestesia.com.br)

Pequena colaboração de Ariane Holzbach

O grotesco traz como principal elemento o apelo às sensações que nos causam ao mesmo tempo nojo e prazer. E não só através dos bichos, do xixi e do cocô, mas também pelos super closes e distorções. Nas artes plásticas, o grotesco também se faz muito presente como um estilo próprio.  Naturalmente, nesse estilo as figuras tem traços geométricos bem definidos,  mas imagens distorcidas e pouco nítidas. E nos clipes? Dá só uma olhada em Sweet Dreams, clássico de Marilyn Manson.

Marilyn Manson nasceu em 1969, nos Estados Unidos, filho de pais religiosos e conservadores, assim como Beyoncé. Mas não pense que essa é a única coisa que os artistas têm em comum. A cantora não é uma das quase 20 a regravar o sucesso de Manson, mas também gravou uma canção com o mesmo título e estética fofamente grotesca. Repare no clima sobrenatural que envolve o clipe, desde o começo, com levitações, passos como se ela não quisesse dançar… É mesmo no estilo de um pesadelo, naquilo que te bota medo. Ou pelo menos tenta, né?

Calma. Esse clipe ainda não teve nada de mais se comparado aos novos lançamentos do pop com um pézinho (ou mais) no grotesco. Recentemente, Rihanna foi comparada a Marilyn Manson. No clipe de Rockstar 101, a morena abusa das esquisitices. Primeiro: o número de big closes na boca (com batom preto!) da cantora são bem parecidos com os closes dados na boca de Manson em diversos clipes. As imagens em preto e branco, com edição rápida e intencionalmente confusa ainda colaboram para que essa estética se concretize. Indo mais longe, repare nas imagens sobrepostas em diversos momentos do clipe. Muitas vezes, você nem consegue identificar exatamente o que é mostrado na tela, mas são todas imagens da Rihanna se contorcendo ou fazendo alguma pose. A confusão das imagens mescladas remetem ao estilo usado no quadro “Cabeças Grotescas”, de Leonardo da Vinci em 1490.

A graça dos clipes de Marilyn Manson, de dez anos atrás, é o choque ao causar reações controversas em seu público. O clipe Tainted Love, por exemplo, mostra uma narrativa de filme de terror e traz o cantor como o “embaixador” do horrível, do nojento e coisas sem pé nem cabeça começam a acontecer.

O visual sombrio e cheio de caveiras já nem nos chama atenção, não é mesmo? Mas repare só algumas referências que Manson usou no clipe lançado em 2001. Repare nas coelhinhas que dançam com ele no quarto. Alguma lembrança do clipe de Christina Aguillera? Em Dirrty, de 2002, a cantora está num ringue rodeada por seres esquisitos que usam, entre outros adereços, cabeças de coelho, assim como no filme Donnie Darko e, claro, no clipe de Marilyn Manson. Com vários super closes, Christina está com aparência suja, suada… grotesca.

E o Brasil também busca suas referências com o Rei do Bizarro. É impossível dizer que o clipe Te Encontrar de Novo, do Vinny (do Mexe a Cadeira, lembra?) não se baseou em trabalhos de Marilyn Manson. Com letra romântica, o clipe parecia mais contar uma história de terror com muitas pitadas do nojento, como cabeças rolando, pessoas levitando e até congelando na geladeira. É Marilyn Manson com uma pitadinha de Zé do Caixão.

E ainda há aqueles que usam Marilyn Manson como inspiração em toda a carreira. A gente poderia estar falando de Progidy ou Nine Inch Nails, mas não! Quem quer chocar através de sua imagem nada normal, suas performances sempre exageradas e polêmicas intencionalmente provocadas? Um doce para quem disse Lady GaGa! A loira não nega que usa o rockeiro como referência e os dois até já gravaram uma música juntos. Seu último clipe, Alejandro, além de trazer uma estética toda sombria, faz performances que alfinetam os “poderes” gratuitamente, unicamente pelo prazer de ser bizarra.

Qualquer semelhança é mera coincidência

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1 Comentário »

  • Carlos Maestre disse:

    Muito boa a sacada e a comparação entre os clipes de gostos… ahm… divergentes.

    Só um adendo: Sweet Dreams é do Eurythmics, não do Manson!

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