Baba Baby!
Kelly Key concede entrevista exclusiva e, sempre sorrindo, fala de sua carreira e, claro, de seus videoclipes
Marcelo Mendonça (marcelo@clipestesia.com.br)
Clipestesia: Você já começou sua carreira quando os videoclipes eram sucesso e parte fundamental para divulgação de um artista de música pop. Seu primeiro clipe Baba, por exemplo, é uma grande produção com diversas locações e tem Marcello Novaes no elenco. Você foi totalmente conduzida pela gravadora nesse primeiro momento ou pode opinar sobre o que queria pro clipe e sua imagem?
Kelly Key: Não! Nesse momento não pude opinar muito. Só dei opinião a partir do segundo clipe, Anjo, que fazia parte do mesmo álbum.
Clipestesia: Em Adoleta, primeiro videoclipe do seu segundo álbum, sua imagem já está diferente da mostrada em Baba, Anjo e Cachorrinho. Qual foi a importância desse videoclipe pra condução de sua carreira?
KK: O clipe tem um clima mais jovem, de uma menininha (risos)! Ele usa mais cores claras, investe no rosa e a imagem de garota fatal dos clipes anteriores se mostra um pouco mais sutil. Meu público feminino aumentou muito depois desse clipe.
Clipestesia: Em 2006, quando a MTV anunciou que não exibiria mais videoclipes e os artistas brasileiros começaram a deixar a produção de videoclipes, você lançou o DVD “Toda Linda”, com 10 videoclipes produzidos especialmente para o DVD e sem pretensão de serem exibidos na TV. O grande investimento no videoclipe é uma exigência dos fãs?
KK: É também! Mas, na verdade, se não temos como nos expôr na televisão, é uma forma do público nos assistir em casa.
Clipestesia: As músicas que não foram trabalhadas por você como singles, também ganharam clipes “não-oficiais” no YouTube, feitos pelos fãs. Você costuma assistir a esses vídeos e consegue medir a importância deles pra sua divulgação?
KK: Esses são os que mais curto! Além de ser importante como divulgação, é uma maneira de mostrar o que a minha música significa na vida das pessoas que fizeram o vídeo. Procuro assistir o máximo que consigo. Até hoje tudo o que vi, adorei!
Clipestesia: Seu público foi variando de acordo com o tempo. O pop sensual deu lugar às canções com maior apelo infantil e, agora na Som Livre, você tem um perfil igualmente pop, mas menos infantil que o segundo e mais romântico que o primeiro. O que mudou na sua personalidade durante esses 8 anos de carreira e como isso foi refletido nos seus clipes?
KK: Bem, neste trabalho ainda não fizemos um clipe. As mudanças no trabalho vieram com meu amadurecimento pessoal. Acho que faz parte da carreira de qualquer um.
Clipestesia: O que podemos esperar da Kelly Key daqui pra frente?
KK: Só surpresas, muitas (risos)! Espero que todos gostem!
Clipestesia: Muito obrigado pela entrevista! Por último, você pode escolher algum clipe de qualquer outro artista? Qual você considera “o” clipe?
KK: Nossa, são muitos (risos)! Mas, acho que os clipes do Michael Jackson e da Britney são os melhores.


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